Estudos mostram a ação normativa que Aloe vera tem sobre os níveis de colesterol, triglicerídeos e fosfolipídios que, uma vez oxidados, se precipitam formando depósitos de gorduras nas artérias médias e grandes, como as coronárias.

Comparados ao grupo de controle, os camundongos, cuja alimentação com alto teor de colesterol foi acrescida dos polissacarídeos (glucomanan) da Aloe vera, tiveram:

A conclusão dos pesquisadores foi de que a Aloe vera promove o metabolismo das gorduras e ajuda a diminuir o risco de doenças coronarianas.[1]

Em uma outra pesquisa, Triton (fator de aumento de lipídios no sangue) foi administrado a dois grupos de macacos. Adicionalmente, a um grupo foi dado Aloe vera e a outro o tradicional clofibrate (fármaco que, atuando sobre o fígado, diminui a produção de triglicerídeos e do “mau” colesterol). Os resultados alcançados se encontram no quadro ao lado.[2]

Macacos tratados com Aloe veraParâmetroMacacos tratados com Clofibrate
-61,7%Total de colesterol-47,6%
-37,8%Triglicerídeos-50,0%
-51,2%Fosfolipídios-41,7%
-45,4%Ácidos graxos não-esterificados-23,9%

Uma outra investigação foi desenvolvida pelo Dr. Agarwal, durante cinco anos, na Índia, junto a 5.000 pacientes que sofriam de angina peitoral – dor no peito por insuficiência de oxigênio no coração. À dieta normal foi pedido apenas que acrescentassem o suco do gel de Aloe vera e mais um quilo de pão feito com fibras de “isabgol” – casca de um grão típico do local.

Os resultados, mostrando que esses dois ingredientes foram suficientes para que tais pessoas continuassem vivas e sem seqüela alguma dos efeitos secundários negativos típicos da doença, foram apresentados ao International College of Angiology de 1984. As mudanças foram significativas em relação ao:

A ação antioxidante e hipocolesterolêmica da Aloe vera no fígado foi foco de pesquisa de um grupo coreano que verificou:

A conclusão dos pesquisadores foi de que a Aloe vera tem ação antioxidante contra a peroxidação dos lipídios e seu consumo ao longo da vida promove a redução dos níveis de colesterol no fígado e das lesões provocadas pelos radicais livres. [4]


[1] Joshi S., Dixit V.P. Hypolipidema effect of Aloe barbadensis (Aloe fraction I) in cholesterol-fed rats. I.: Lipid and lipoprotein metabolism. Proc Nat Acad Sci India, Sect B (Biol Sci) 56: 339-342, 1986.

[2] Dixit V.P., Joshi S. Effect Of Aloe Barbadensis and clofibrate on serum lipids in Triton-induced hyperlipidemia in Presbyter entellus entellus monkeys. Indain J Med Res 78:417-421, 1983.

[3] Agarwal O. P. Prevention of atheromatous heart disease. Angiology 36: 485-492, 1985.

[4] Lim BO, Seong NS, Choue RW, Kim JD, Lee HY, Kim SY, Yu BP, Jeon TI, Park DK. Graduate School of East-West Medical Science, Kyung Hee University, 1 Hoeki-Dong, Dongdaemoon-Ku, Korea. Efficacy of dietary aloe vera supplementation on hepatic cholesterol and oxidative status in aged rats. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo). 2003 Aug;49(4):292-6.

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